Eu quero acordar e ver

eu quero acordar e ver, ao menos por um dia, a alegria do nascer do sol, mesmo em um dia nublado; eu quero acordar e ver as borboletas alçarem voo, e invejá-las pela sua liberdade incondicional; eu quero acordar e ver meu corpo descansado, relaxado da cabeça aos pés sem receio das decisões que precisarei tomar amanhã; eu quero acordar e ver meu reflexo no espelho e não cismar com cansaço do meu olhar; eu quero acordar e ver as artes que desenhei como uma criança orgulhosa de sua pintura abstrata, sem julgamentos ou pensamentos de desistência; eu quero acordar e ver quem eu amo sorrir na minha presença, e não quero que se preocupem com meus passos; eu quero acordar e ver o café passando sem tanta pressa, e não inventando alguma coisa a ser feita enquanto esse processo acontece; eu quero acordar e ver o mundo com um pouco mais de empatia, sem tantas falas brutas e falta de paciência; eu quero acordar e ver as cores, flores, aromas e formatos com um pouco mais de entusiasmo, sabendo que há muito, nesse mundo, que eu não vivenciei ainda; eu quero acordar, e sonho em acordar, numa realidade em que o tempo das minhas preocupações coincide com o tempo da realidade - cansada de acordar no futuro ou no passado, eu quero acordar, e acordar sonhando, com a minha respiração mais longa e meu coração mais aberto ainda, na certeza de que o mundo será bom comigo - mais uma vez.
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Autor Reckless Serenade.

Como diria Gabito Nunes: "eu é que tenho mania de - uns chamam de dom, outros de doença psíquica, e eu gosto de conceber isso como um estilo de vida - romancear tudo."

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